Diário de um pensamento


31/07/2007


 

Os Pesadelos de Um Ser da Escuridão

 

 

A severidade com que os fatos calam as palavras hoje tomou nossa alma, deixou enfim de apenas amedrontar para tornar-se algo real.

 

O oportuno tornou-se distante e a morada já não é segura, fizemos nossos pesadelos se tornarem verdades e nossos medos mortais, talvez já não haja para onde ir.

 

A escuridão( nosso único abrigo) tornara-se também abrigo de nosso pesadelo e este, finalmente vivo por nosso medo.

 

Andávamos então para crer e a luz tênue a nossa frente o revelara... congelamos.

 

O frio antes tão amado tornou-se insuportável e a correnteza sob nós ecoava como jamais antes pelas paredes de pedra... o momento que seguiu foi constituído por um longo silêncio jamais ouvido antes.

 

Tentamos ignorar a situação e acreditar que não estava acontecendo mas nada havia sido tão real em nossa jornada desde então, o dia o qual juramos não viver estava acontecendo e não sabíamos o que fazer.

 

Procuramos então um sentido para continuar ali mas só conseguíamos nos afastar sempre ignorando completamente uma linha reta.

 

O olhar antes desleixado e caçador de alguma saída mantinha-se agora preso..., ninguém jamais havia nos visto e jamais havíamos visto alguém..., não houve mais o tempo.

 

Um pensamento no profundo da mente começou a ser escutado e a nossa melhor explicação foi dada...

 

Notamos que não importa onde estivermos, o que formos ou o que mudarmos... haverá sempre coisas que por mais que queiramos jamais teremos..., não adianta buscar...

 

Então sabemos agora que talvez nosso além esteja exatamente no lugar de onde este viera.

 

Já estamos aqui a muito tempo e nos impedimos de ver algo apenas pelo medo de ser visto, tudo o que conhecemos vimos apenas daqui... jamais nos aprofundamos em saber mais..., sabemos apenas sobre nós mesmos e não fazemos idéia de como os libertar de nossas correntes pois até agora não as conhecíamos e não sabíamos se elas existiam.

 

Nosso propósito é desconhecido e nosso tempo curto, estamos sem algo a mais e não sabemos se devemos lutar por isso.

É..., então não vale mais a pena... o tempo já passou e só nos resta observar.

 

Finalmente as correntes foram quebradas e nosso passado jogado no lixo... não sabemos mais quem somos.

 

Fomos jogados no vale dos OUTROS e nos tornamos apenas mais um, agora tudo o que realmente fazia sentido tornou-se loucura e toda loucura normal. Eles não sabem o que falar, o que fazer... não sabem o porque pensar ou no que crer... eles não sabem nada.

 

Eles são humanos e nós não acreditamos neles apenas porque eles não acreditam em nós.

Escrito por Richard Mendes às 15h24
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28/07/2007


 

Eles e Nós

 

 

Sentados ficamos as vezes...

 

Olhamos então ao redor... olhamos para todos. Há um silêncio muito grande e ao mesmo tempo nossos ouvidos não sabem o que ouvir.

 

Os calados não tem o que consentir pois apenas não tem o que dizer, não lhes foram feitas perguntas alguma, estão todos sem propósito e o que eles fazem não importa.

 

Eles não ligam para os outros, não ligam para as coisas que acontecem, vêem (na realidade eles apenas olham), todos continuam a fazer o que estão fazendo mesmo que não estejam fazendo nada.

 

Percebemos então que para eles não somos ninguém ou apenas um vulto que não faz nenhum sentido pois nunca mais seremos vistos.

 

Por um momento parecem todos almas perdidas caminhando de um lado para o outro  em busca de uma resposta definitiva a qual não fazem idéia da pergunta e então notamos... talvez a diferença entre eles e nós não seja tão imensa quanto imaginávamos.

 

Estamos apenas olhando e tentando ver mas continuamos sem respostas e indagados por uma questão oculta..., realmente eles não fazem sentido.

 

Talvez levantados consigamos ver um pouco mais além ou... ficaremos iguais a eles pois a única diferença que concluímos que existe entre nós e eles é que agora estamos sentados.

Escrito por Richard Mendes às 21h06
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14/07/2007


 

 

 

Sonhos da Noite

 

Mais um dia renasce, o som da noite antes tenebroso se desfalece por um feixe de luz e agora pode-se ver o que dormia.

 

Todo antigo hoje é novo, como se tudo houvesse renascido junto à alma. Não há sombras dos pesadelos pois a mente está vazia renovada ..., não houve pesadelos.

 

A varanda é vista como que um quadro. Os raios de sol quebrados pela presença de uma mangueira formam uma paisagem antes já vista, porém esquecida.

 

Poucos sons são ouvidos, todos claros e ecoados mas todos devidamente agradáveis.

 

Alguns rostos estão sorrindo, todos presos em uma profunda felicidade tão gritante quanto silenciosa e então uma lembrança retorna... são rostos conhecidos e coincidentemente os mais desejáveis possíveis..., a mente já não prevalece vazia.

 

Involuntariamente passos são dados e o caminho pelo qual guiam levam ao único ponto escuro do cenário, levam ao único ponto do qual qualquer um fugiria.

 

Algo mais físico habita naquele interior e isso é sentido como um medo que mantém sem reação.

 

Teve-se medo sim porém, o que dormia foi levado e retornou à realidade... prevaleceu por um tempo deitado, pensou, e a lembrança se foi para sempre de sua mente junto ao sorriso que voltava noite após noite quando realmente acordava em seus sonhos.

Escrito por Richard Mendes às 21h55
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Lembranças do agora

 

 

Hoje podemos relembrar...

 

É realmente bom viver, fazer com que cada dia seja único sempre por nós mesmos e não levar em conta as quedas ou decepções e vê-las apenas como o  tempo que passou e talvez não volte mais.

 

Talvez possamos fazer com que um sonho torne-se real hoje porque houve outros que já foram esquecidos;

 

Talvez possamos viver hoje nossa história de amor pois outras ficaram apenas na memória e o que importa é o agora;

 

Podemos também hoje reconhecer os verdadeiros amigos porque os antigos ficaram presos no tempo ou em algum lugar no qual nunca mais fomos;

 

Talvez seja hoje o dia no qual as coisas aconteçam, marquem mais uma vez a nossa história e mostrem que as possibilidades podem não ser infinitas mas serão sempre quão grandiosas quisermos ou lutarmos para que elas sejam.

 

...e talvez seja hoje também o dia em que finalmente iremos entender para um dia quem sabe compreender:

     sonhar também decepciona;

     amar também fere;

     amigos também enganam;

     ... as coisas boas também acabam.

 

Mas elas não acabam apenas porque não fomos capazes de mantê-las como são, cada algo possui seu tempo e o tempo sempre acaba como a morte após um renascer.

 

Então um dia poderemos relembrar o hoje e talvez neste tenhamos compreendido o que talvez entendamos pois as feridas já terão sangrado até compreendermos o sentido de cada uma delas.

Escrito por Richard Mendes às 20h52
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12/07/2007


 

Pensamento Nulo

 

 

As vezes pensamos tanto para descobrirmos o nada...; não que isso não tenha sido bom ou significativamente produtivo porém jamais erraremos novamente, jamais buscaremos o que talvez jamais tenha sido feito para buscar-se.

 

Paramos então e deixamos falar a brisa por si..., estamos bem assim, estamos parando de sonhar, estamos buscando apenas aquilo que nos é cabível, aquilo que sempre acreditamos que existisse..., o máximo do possível.

 

Podemos então deixar algumas histórias inacabadas, mesmo estas jamais começaram e procurar caminhos para realizações pessoais, realizações que nos tornem mais dignos da vida uma vez que isso não seja certo.

 

Buscamos por muito tempo ilusões que nos assombravam apenas para constar sua existência e descobrir que jamais foram reais.

 

Pensamos muitas vezes para respostas sem sentido até então, uma pergunta, e até hoje questionamos nossas possibilidades máximas mesmo não as conhecendo e não sabendo se estas existem.

 

 

Escrito por jamaissempre às 15h17
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10/07/2007


 

Sempre agora e jamais sempre

 

Reflete a mente, talvez aquele que jamais realmente pensou; sonha por mitos e os mantem tão profundos quanto as entranhas da Terra ,e estes jamais tornem-se reais; talvez vive e não nota que o tempo excede os limites do relógio...

 

Um dia nos relembraremos dos feitos dos feitos interminados, das jornadas inacabadas..., das palavras que engolimos por nós mesmos.

 

O primórdio jamais deixou de ser agora e assim será até que o ciclo se feche pois o ´´futuro nunca chegara´´.

 

Estamos todos esperando o final mesmo que este não seja apenas.

 

Desde o primeiro aguardamos o último e por muitas vezes apenas nos relembramos de lembrar algo... e novamente esquecemos.

 

Talvez não seja correta a realidade que buscamos, talvez a plenitude cuja realidade provém esteja diante daqueles que vêem além da face mesmo que raramente esta torne-se o que obscurece.

 

Deve-se fazer o agora acontecer para não nos lembrarmos dos esquecidos pois para alguns o amanhã não chegará, para todos o futuro jamais.

 

 

Escrito por jamaissempre às 20h00
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