Diário de um pensamento


25/08/2007


 

Algumas vezes as coisas mudam tão depressa...

 

Pensamos em dar um tempo a nós mesmos e quando nos damos conta já estamos feridos, perdidos ou até mortos.

 

O mundo gira muito rapidamente...

 

Olhamos então ao nosso redor procurando outra opção mas não conseguimos nos dar a chance de ver, estamos cegos e não sabemos se a melhor opção é fugir ou arriscar a nos queimar para continuarmos vivos.

 

Toda simplicidade se torna confusa e quanto maior for o tempo mais densa se torna a quantidade de veneno em nosso ´´sangue`` ou mais profundas se tornam as raízes nas entranhas da carne.

 

Não sabemos então o que fazer; por mais forte que formos, seremos fracos perante certas coisas e por mais pensantes que somos... seremos idiotas.

 

Um dia tudo parecerá um inferno, ou... perfeito.

 

As coisas mudam..., as pessoas tentam mudar e realmente acham que mudaram mas na verdade, elas apenas enganam a si próprias.

 

Então algum dia acontece...

 

Finalmente podemos ver cores novamente, sim, o mundo é repleto de cores e não conseguíamos ver antes..., estávamos presos em uma escuridão profunda demais para se enxergar algo.

 

Os dias passam..., alguém se sente bem, mas os dias continuam a passar e alguém realmente se sente bem, mas os dias continuam a passar e a realidade... começa a aparecer.

 

Tudo a principio parece durar para sempre porém, esse sempre não é e jamais foi eterno, ele sempre termina antes do tempo necessário para tornar alguém feliz..., termina sempre numa triste esperança, esta que pode ainda por muito tempo depois se manter viva e ferindo alguém.

 

Um dia os desaparecidos se reencontram e tornam-se novamente a mesma pessoa. Percebemos então que ninguém jamais desaparecera, apenas permaneceu escondido atrás de uma nova face que acreditava ter.

 

O sol já não parece tão ofuscante, toda claridade antes vista parece agora tão distante..., o frio parece ser novamente nosso refúgio..., a escuridão volta a nos assombrar e as trevas tornam-se nosso único aconchego.

 

Sabemos enfim que nossa única crença jamais foi verdadeira e todos os nossos demônios eram reais..., sempre estivemos a sós e nunca vimos isso.

 

Nada mais faz sentido então...

...talvez a morte...

 

Escrito por Richard Mendes às 14h04
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17/08/2007


 

 

 

Opções

 

 

Então haverá o dia em que as coisas simples não serão mais tão simples e os nossos medos nos farão pensar muito mais antes de manter ou fazer uma escolha. Não haverão cartas escondidas ou segundos planos..., serão somente dois caminhos tão claros como o céu, tão sombrios quanto uma floresta ou talvez diversos, ou ainda tão obscuros os quais as névoas jamais revelariam seu interior.

 

Jamais adiantarão anos a espreita pois será o único dia em que não haverá espera, estaremos todos indefesos e talvez não haja muito tempo para se pensar..., talvez não haja um único segundo.

 

Devemos então apenas agir e deixar a escolha falar por si pois não estaremos certos ou errados, seremos apenas humanos imperfeitos prontos para demonstrar isso mais uma vez.

 

Nesse momento não serão aceitos arrependimentos ou cartas de desespero pois as primeiras palavras serão mantidas e uma única escolha feita..., não haverá volta.

 

Então aceitemos um desafio ou outro porque embora sendo opostas, as duas opções desencadeiam em um só destino que jamais concretizou-se..., poderemos enfim fazer com que uma verdadeira história tenha um bom final pois nenhuma última página foi criada a partir de uma única importante decisão.

 

Escrito por Richard Mendes às 19h27
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Sombras

 

 

As vezes nos encontramos tão sombrios perante tudo. Algo nos dizima tão docemente que não ousamos proclamar nossa dor. Nossa vida está sendo consumida por outro ser... tal que nem percebe.

 

As sombras tornam-se maiores ao meu redor... um momento paro.

 

Talvez não vejo eu por não tentar olhar mas uma hora, por um segundo cuja face antes sombria reflete..., olho.

 

Perante o dia as sombras rodeiam, todos os seres, seus passos... são as mais incessantes vozes, as faces..., todas ocultas, estão todos ´´mortos`` para mim... não falam, não escutam, não vêem... nenhum deles sente nada.

 

Hoje a luz apenas queima, apenas fere mais que ontem...

 

...estou eu em meu mundo, em minha própria escuridão..., tudo que digo ecoa em meu próprio eu.

 

...talvez eu também esteja morto...

 

Escrito por Richard Mendes às 17h53
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